quinta-feira, 10 de abril de 2014

A IMPORTÂNCIA DE SABER CRIAR ESPAÇOS


Todos nós temos as nossas ideias e fundamentos para organizar uma equipa, seja em função do que aprendemos, seja em função do que acreditamos. Pessoalmente, gosto de equipas bem organizadas, equilibradas entre defesa e ataque, e que sejam capazes de controlar o jogo.
Porém, quando escolhemos um modelo de jogo, não podemos ficar só pelos princípios. Precisamos de ideias e fundamentos, seja para o jogo com bola ou sem bola, seja para a forma como exploramos os espaços e sejam quais for os espaços que pretendemos explorar. Existem vários espaços no campo que podemos explorar, mas existe um que é comum a todos os modelos de jogo: a zona de finalização. A questão é, o que precisamos para levar a bola até à zona de finalização? Como a recuperamos? Como a levamos ao ataque? São estas perguntas a que procuramos resposta no artigo de hoje.
 

 

 1. Saiba jogar com a bola        Não é obrigatório ter a bola. Muitos acreditam que é necessário ter a bola em sua posse para ganhar um jogo, mas é apenas um conceito. Por exemplo, Arsene Wenger já referiu que prefere entregar a bola, porque a equipa que tem a bola tem responsabilidade de a manter e comete erros. José Mourinho também entende que é mais importante controlar os vários momentos de jogo do que outro conceito. Mais importante do que ter a bola é saber o que fazer com ela. É necessário saber para quais espaços explorar, como explorar e quando explorar.
 
   2. Saiba jogar sem a bola

       Este conceito, é mais importante do que qualquer outro, porque é precisamente o jogo sem bola que permite manter a sua posse, assim como permite criar situações de finalização para que possamos obter o golo. Em qualquer partida, apenas um e só um jogador tem a bola em sua posse. Em sua volta, está uma equipa de dez jogadores que precisam de se movimentar para oferecer linhas de passe ao portador, seja a curta ou longa distância, para que este possa seguir com o jogo.
 
 

 

 Ao mesmo tempo, estão onze jogadores da equipa adversária, que precisam de se movimentar para ocupar os espaços mais perigosos. Tanto para quem ataca como para quem defende, é fundamental saber ocupar espaços em função de um objetivo coletivo, para que todos possam sair a ganhar. Por outro lado, para a equipa que tem posse de bola, quem não tem bola deve ser sempre um apoio ao portador da bola em todos os momentos, seja como linha de passe ou para reagir se este perder a bola. Quem não tem bola, não se livra da responsabilidade de jogar em equipa em momento algum.
    


    




sábado, 22 de março de 2014

10 COISAS QUE UM ATLETA DEVE SABER

Um excelente treinador não sabe apenas de futebol. Existem sempre outras habilidades por trás que fazem dele um treinador ao mais alto nível. Da mesma forma, um excelente futebolista não sabe apenas fazer fintas. Existem também pormenores importantes que o atleta deve ter em conta enquanto profissional e que o elevam ao sucesso. Por essa razão, atletas profissionais atingem o sucesso porque sabem marcar a diferença. Portanto, para ser um futebolista profissional, o atleta deve ter em conta alguns aspetos como os seguintes:
1. Para emagrecer não deve apenas correr. Deve fazer esforço
De facto, movimento está associado à queima de gordura no corpo humano. E sim, isso emagrece, mas existem formas de emagrecer mais eficazes. Durante o exercício, aumentar a intensidade não melhora apenas a capacidade de leitura do atleta, mas aumenta também o seu esforço físico. Esse aumento de intensidade, em pequenos intervalos e ao chegar perto da exaustão, aumenta o desgaste e a temperatura dos músculos causando o consumo de energia de forma mais eficiente. Estra regres está associada ao Princípio da Sobrecarga.
2. Ser disciplinado é fundamental
O treinador é o líder do plantel, e por isso ele estabelece as regras e os fundamentos que organizam a equipa. A responsabilidade de perceber e mostrar o máximo do potencial do atleta é inteiramente dele. Por vezes, vários atletas estão contra as ideias do treinador, mas deve compreender que, apesar de não ser uma desculpa, o sucesso leva tempo e há sempre tarefas primárias a realizar. 3. O esforço só custa quando é feito pela primeira vez
É preciso compreender quando estamos perante uma barreira e procurar uma solução para ultrapassá-la. Para atingir o sucesso, existirão barreiras. Sempre! Mas cada barreira não é uma razão para desistir, pensado que o próprio atleta não é capaz. Ainda não encontrou a solução para essa barreira, e assim que encontrar, quando uma barreira igual volta a surgir, será muito mais fácil ultrapassá-la.
4. Estabelecer objetivos com clareza
Não só enquanto atleta, mas enquanto profissional, não se pode atingir metas se não houver metas para atingir. Que tipo de desporto gostava de praticar? Futebol? Andebol? Atletismo? Individual ou coletivo? E dentro desse desporto, até onde quer chegar, e o que fazer para chegar até esse objetivo? Para um grande objetivo final, existem objetivos mais pequenos que devem ser alcançados primeiro, porque um caminho não se percorre com um só passo. 5. Não ter medo de tomar decisões
Durante o treino, errou? Então aprendeu. Errou durante o jogo? Aprendeu também. Por vezes, os erros penalizam tanto o atleta como a equipa, mas é ao cometer erros que se ganha a experiência. O que aconteceu depois do erro cometido? O que levou o atleta a cometer esse erro? E o que deve fazer para não voltar a cometer o erro? Isso chama-se experiência e ajuda o atleta a crescer, enquanto desportista profissional e como pessoa.
6. Deixar tudo em campo
Entra no campo, seja para treinar ou para praticar, só existe o que está dentro do campo. Tudo o que está à volta, como os amigos, a família, as bancadas, o parque de estacionamento do estádio ou até mesmo os problemas pessoais são para esquecer. Mesmo que um relacionamento esteja mau, não pode afetar o atleta durante o seu rendimento. A função do atleta é praticar, e quando entra dentro do campo, é como se entrasse no seu emprego. Toda a sua energia deve ser deixada pelos colegas e pelo clube, porque só assim ajuda a equipa a crescer. E ao crescer a equipa, o atleta cresce junto com ela. Quem sabe se não está um olheiro a espiar e a gostar do que está a ver...
7. Saiba dizer NÃO
Dizer não da boca para fora não é o que este parágrafo está a explicar. Sempre que um obstáculo aparece, saber dizer não ao medo ou receio de enfrentá-lo, é uma tarefa árdua, mas que compensa SEMPRE. O atleta não pode achar que nada é difícil e ter medos ou receios de não atingir resultados. Não existem fracassos, mas sim resultados, e esses resultados, bons ou maus, facilitam sempre mais tarde. Cada dificuldade que você ultrapassa, verá que depois de tudo acabar, tudo pareceu fácil de mais.
8. Não busque pelo que é perfeito
Mas procure sempre dar mais um pouco de si. Nada neste mundo é perfeito, e procurar o que não existe é o mesmo que não encontrar o que procura. Vale o mesmo que procurar atingir um objetivo que não existe. Procure metas a atingir, uma a seguir à outra, e siga em frente. Verá que a cada limite ultrapassado, o seu currículo será cada vez maior e será cada vez mais capacitado a atingir o que chama de perfeito
9. Seja organizado
O próprio nome da organização tática indica que a mesma tem um fundamento. Tenha um objetivo a cumprir e busque por uma forma de o atingir. Basta uma lista não muito extensa de sintomas de desorganização para perceber o que não está a ser bem feito: • Fazer muitas coisas ao mesmo tempo; • Incapacidade de concentração; • Adiantamentos constantes; • Não programar as suas atividades
10. A lei de Pareto
80% da produção está assente em 20% do esforço. Seja atleta ou não, e não necessariamente por estes números, existem tarefas que rendem mais do que outras. Esse pequeno grupo de tarefas que produz em quantidade dever sempre ter alguma razão para produzir tanto, e o atleta profissional sabe distinguir essa razão. Os bem-sucedidos não trabalham tanto quanto os meramente bem-sucedidos, mas apenas são mais inteligentes na forma como conduzem as suas ações.

sábado, 28 de dezembro de 2013

CUIDADOS A TER NA FORMAÇÃO COM JOVENS

Quando o assunto é preparar crianças e adolescentes no meio do futebol, a missão de um treinador não se restringe apenas a ensinar aspetos táticos e técnicos. Por trabalhar com um material humano em plena fase de transformação, o Treinador precisa ter em mente, sobretudo nos momentos de exigir, que está a lidar com crianças, as quais ainda não estão preparadas para todos os obstáculos que terão pela frente. E para tirar um melhor proveito desse momento da vida dos jovens, o técnico de futebol deve explorar principalmente o desenvolvimento motor de seus pupilos. Para isso, é necessário conhecer as condições de vida de cada um, as dificuldades e as facilidades que cada uma dessas crianças e adolescentes enfrentam. Uma das “armas” mais importantes que um treinador precisa possuir é a paciência. Com clareza e simplicidade, ele deve sempre lembrar-se que está no papel central no processo de formação de atletas. Afinal, é raro identificar fora do desporto um número significativo de jovens que se submetem, de maneira voluntária, à autoridade de outra pessoa. Por esses motivos, outra função natural assumida por um técnico de crianças e adolescentes é o de exemplo. Um ato impensado de um Treinador frente a essas crianças pode atrapalhar, e muito, o desenvolvimento de cada uma. “De facto, eles lembrarão o que você fez muito tempo depois de terem esquecido o que você disse. Existem basicamente dois enfoques referentes à capacidade de influenciar as pessoas e que devemos ter sempre presentes o positivo, que visa fortalecer ações desejáveis por meio da motivação, e o negativo, que consiste em eliminar comportamentos prejudiciais por meio de críticas e punições. Comprovadamente, o enfoque mais eficaz em relação aos jovens é o positivo. Uma simples recompensa, como um abraço ou aperto de mão, dada depois de uma Acão positiva é fundamental no processo de aprendizagem. Afinal, crianças e jovens precisam saber que os erros acontecem. Mais que isso, não podem ter receio de agir. Eles necessitam ser encorajados sempre.

ETAPAS A PERCORRER NO ENSINO DO FUTEBOL

Desde o momento que se iniciam na prática do Futebol, até atingirem um nível de alto rendimento, os jovens devem (ou deveriam) passar por um processo de formação coerente em que haja uma progressão da aprendizagem distribuída por diferentes etapas, com objetivos, estratégias e conteúdos, adequados às suas diferentes fases de desenvolvimento. Se pretendermos elevar o nível qualitativo dos nossos futebolistas, não podemos continuar a trabalhar ao acaso, assistindo à implementação dos mesmos conteúdos e dos mesmos métodos de treino quer se trate de atletas dos escalões de Infantis, Juvenis ou de Seniores. O Futebol é um jogo que apresenta uma estrutura e um conjunto de situações demasiado complexas para os atletas mais jovens, nas suas primeiras fases de aprendizagem do jogo. Isto porque, como refere Garganta (2000), o jogador tem que, a um tempo, relacionar-se com a bola, e referenciar a sua situação no terreno de jogo, a posição dos colegas, dos adversários e das balizas. Torna-se então fundamental criar no Futebol situações simples, que vão ao encontro das motivações dos praticantes, proporcionando-lhes formas simples, adaptadas às suas características e ao seu nível de desenvolvimento e que sejam facilitadoras de uma melhor aprendizagem do Futebol. Podemos associar o ensino do Futebol a Um Processo de CONSTRUÇÃO. Assim, como na construção de uma casa começamos pelos alicerces, passando pelo soalho, as paredes, o telhado, etc., na “Construção” do jogador de Futebol, este vai paulatinamente integrar (por etapas) os diferentes elementos de jogo: Bola, Baliza, Adversário (s), Companheiro (s) e Equipa, para que no final do seu processo de formação possa ter uma participação eficiente e eficaz na abordagem do jogo (formal). O processo de formação de um jovem futebolista deverá então processar-se por objetivos de complexidade crescente de acordo com as seguintes etapas: 1ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA (Eu e a Bola) 2ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA E COM A BALIZA (Eu, a Bola e a Baliza) 3ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA COM A BALIZA E COM O ADVERSÁRIO (O Duelo 1x1) 4ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM O COMPANHEIRO E COM O ADVERSÁRIO (O Jogo a 2) 5ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS COMPANHEIROS E COM OS ADVERSÁRIOS (O Jogo a 3) 6ª Etapa – RELAÇÃO DO JOGADOR COM A BOLA, COM A BALIZA COM OS ADVERSÁRIOS E COM A EQUIPA (O Jogo a 7)

PREPARAÇÃO TÉCNICO-TÁTICA NAS CAMADAS JOVENS

Toda a programação terá como objetivo a evolução dos jovens em várias vertentes, começando na sua formação pessoal, terminando na formação técnico-tática. Os métodos de treino beneficiarão a compreensão do jogo de Futebol, e daí a necessidade da aquisição de destrezas motoras num sentido bilateral, evitando a habitual unilateralidade dos jogadores (isto é, aprendendo a executar as ações técnicas com ambos os pés). Dever-se-á também evitar favorecer uma especialização precoce dos jovens, dando-lhes oportunidades de experimentarem várias posições em campo, à exceção dos guarda-redes, cuja posição tem de ser obrigatoriamente especializada desde o início. Delimitação dos conteúdos a abordar Tal como em qualquer Acão pedagógica, devem-se estipular os conteúdos a abordar de forma programada e sequenciada. Assim, seguem-se alguns elementos que são essenciais para a formação dos jovens. Não se trata de uma planificação de treino, mas sim de conteúdos que não devem ser esquecidos aquando de uma planificação. Ações Individuais: - Passe / Receção; - Condução; - Drible / Marcação / Desarme; - Condução para Remate / Remate. Ações Coletivas: - Desmarcações; - Combinações; - Dobra / Compensações. Sequencia dos Conteúdos a abordar: Nesta fase, deverão ser abordadas em primeiro lugar as ações técnico-táticas individuais, passando posteriormente para as coletivas. A ordem adotada para a transmissão das mesmas, passará pela mesma ordem sequencial estipulada nos conteúdos a abordar, que poderá ser ajustada, caso se justifique, em benefício dos jovens. Não obstante, tanto os conteúdos como a sequencialização destes deverá sempre seguir as seguintes normativas: - Dos exercícios simples para os exercícios complexos; - Das execuções lentas para as execuções rápidas; - Dos jogos reduzidos para o jogo formal.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

ITÁLIA

A Importância de ter um jogador na posição 6 com qualidade individual para organizar Pelo segundo jogo consecutivo, o italiano Andrea Pirlo foi eleito o melhor em campo e ganhou espaço como possível principal jogador da Eurocopa 2012. Mesmo com os dois golos de Mario Balotelli, Pirlo foi apontado pela Uefa como o maior destaque no triunfo por 2 a 1 contra a Alemanha, quinta-feira, em Varsóvia. Diante da Inglaterra, no domingo, também havia recebido o prémio.
"O time todo foi fantástico contra um adversário muito difícil. Tivemos um grande início de jogo. Agora ficamos na espera por essa final fantástica em Kiev", disse Pirlo sobre o jogo contra a Espanha, domingo, na capital da Ucrânia. Ele foi bastante elogiado pelo dinamarquês Peter Schmeichel, de quem recebeu o troféu. "Para mim, foi a melhor actuação da Eurocopa. Pirlo foi habilidoso com a bola, deu grandes passes e frustrou os alemães", definiu.
Em 90 minutos, Andrea Pirlo foi o jogador italiano: foram 86 passes com acerto de 81%, número relativamente alto para quem sempre está disposto a arriscar uma jogada imprevisível. Mais impressionante é seu aproveitamento nas bolas longas: 13 tentativas, 11 acertos.
Aplaudido pelo técnico Cesare Prandelli enquanto recebia o prémio, ele também foi citado pelo treinador italiano como destaque em campo. "Estou muito orgulhoso desses jovens jogadores, desse time. São todos muito bons jogadores. Tivemos jogadores incríveis como Pirlo. Temos que celebrar tudo e depois nos concentrarmos no próximo jogo".
Gostaria também de aproveitar este artigo para homenagear o Europeu de Miguel Veloso na mesma posição pois foi um dos grandes da nossa selecção sem quase ninguém o referir, e foi por aqui que também passou parte do êxito da nossa selecção. Curioso quando saiu do campo com a Espanha, se já estávamos quase mortos acabamos de cair. As Grandes equipas têm sempre um grande jogador a decidir as transições nesta posição quer queiramos quer não e estão sempre mais perto de ganhar grandes competições.

domingo, 10 de junho de 2012

Posição 6

Sou um admirador dos jogadores que ocupam a chamada posição 6, que para mim é essencial para se jogar bom futebol, por isso não gosto que se esqueçam do Costa Marfinense Yaya Touré no processo de jogo do Manchester City e no Barcelona antes de se mudar para Inglaterra. Três perguntas surgem-me logo. Será que a diminuição da qualidade do Barcelona teve a ver com a saída deste grande jogador? Ou foi a qualidade do Real de Mourinho? O City foi campeão porque tem Touré? Certamente que aconteceu a conjugação de todas .Mas atenção que para mim é diferente, um jogador que seja “pivô” de um que seja um “pivô defensivo” que se limita a equilibrar a equipa e praticamente não entra na organização ofensiva da equipa. Quando o nosso modelo de jogo assenta num jogar mais apoiado, com um bom jogo posicional (no Barcelona é extraordinário), onde o que corre é sobretudo a bola, temos de ter um atleta que ateste uma frase que costumo referir, “o bom jogador não é aquele que torna o movimento mais impressionante numa coisa simples, mas aquele que torna uma coisa simples num movimento impressionante”. Touré nisto é fantástico. Claro que há mais jogadores com a mesma qualidade, embora infelizmente hoje em dia se veja muitas equipas sem um jogador com estas características. Este exemplo deve-se ao facto de já se falar que o Barcelona pratica o melhor futebol de sempre.

Treino Psicológico! Como fazer! Como treinar! Como tirar rendimento!

Treino, quando falamos nesta palavra, muitas vezes o nosso pensamento direciona-se predominantemente para conteúdos referentes à vertent...